Se você está preocupado porque os fios de sustentação não deram certo, saiba que nem tudo está perdido. Entender o que deu errado é o primeiro passo para agir.
Os erros mais comuns vêm de indicação inadequada, técnica mal executada ou material errado. Identificar isso rápido ajuda a escolher a correção certa — desde tratamentos menos invasivos até a remoção dos fios.

Você vai ver como as causas se ligam aos sintomas que aparecem na pele, como assimetrias, nódulos, inchaço ou infecção. A experiência do profissional e os cuidados pós-procedimento mudam tudo, mesmo que a gente às vezes subestime.
Acompanhe para entender exemplos reais, as consequências possíveis e as opções de manejo que podem devolver segurança ao seu rosto.
Fios de Sustentação que Deram Errado: Causas, Sintomas e Exemplos
Você pode ter problemas por causa do tipo de fio escolhido, da técnica usada ou da falta de experiência do profissional. Esses tropeços levam a sintomas como hematomas, edema, irregularidades na pele, infecção e até fibrose.
Erros na escolha do fio e tipos de materiais inadequados
A escolha entre fios absorvíveis (como PDO/polidioxanona ou PLLA) e fios permanentes determina riscos. Fios muito finos ou lisos podem não dar sustentação suficiente nas bochechas, papada ou bigode-chinês.
Fios espiculados ou “russo” oferecem tração maior, mas se usados de forma errada podem causar ondulações e extrusão. Materiais de baixa qualidade ou não biocompatíveis aumentam chances de reação inflamatória, escurecimento da pele e cicatriz (fibrose).
Se você planeja rejuvenescimento facial ou “fox eyes”, confirme o tipo de fio indicado para cada área. Produtos absorvíveis degradam em meses; permanentes ficam e exigem mais cuidado.
Técnica de aplicação incorreta e riscos associados
Inserção superficial demais expõe o fio, causando saliência ou até extrusão. Inserção muito profunda pode lesar estruturas como SMAS, nervos ou vasos, gerando assimetria e dor persistente.
Ângulos e pontos de ancoragem mal planejados resultam em tração desigual — veja isso em sobrancelhas elevadas demais ou mandíbula assimétrica. Movimentação excessiva ou compressão precoce da área piora hematoma e edema.
Combinar fios com procedimentos como preenchimentos dérmicos, blefaroplastia ou facelift sem coordenação aumenta risco de resultados irregulares e complicações.
Inexperiência do profissional e falta de domínio da anatomia facial
Profissionais sem treino em anatomia facial podem escolher trajetos errados e ferir estruturas vitais. Você corre risco maior se o aplicador desconhece limites de camadas cutâneas, localização de vasos ou inserção sobre SMAS.
A aplicação por quem não domina técnica causa assimetrias, migração de fios e necessidade de remoção. A presença de experiência reduz complicações com fios de PDO e outros materiais; por isso, peça portfólio e formação específica antes do procedimento.
Evite clínicas que oferecem preço muito baixo; isso costuma ser sinal de pouca capacitação.
Complicações frequentes: assimetrias, irregularidades, hematomas e infecções
Asimetrias aparecem quando tração ou número de fios difere entre os lados. Irregularidades cutâneas surgem por fios superficiais ou espiculados visíveis sob a pele.
Hematomas e edema são esperados, mas hematomas extensos e dor intensa podem indicar lesão vascular. Infecções exigem tratamento rápido com antibiótico e, em casos graves, remoção do fio.
Observe sinais: calor, pus, dor progressiva e febre. Fibrose e granulomas formam nódulos rígidos que podem deformar áreas como bochechas e pescoço; às vezes só resolvem com cirurgia.
Consequências e Manejo dos Resultados Insatisfatórios
Você pode enfrentar hematomas, edema, assimetria ou sensação de tensão. Saber reconhecer esses sinais e entender os cuidados faz diferença.
Identificação dos sinais de insucesso e acompanhamento médico
Procure seu cirurgião se notar dor intensa, vermelhidão que aumenta, febre ou nódulos palpáveis no trajeto dos fios. Hematomas e edema leves são comuns nas primeiras 72 horas; aumento progressivo ou endurecimento depois disso indica problema.
Anote quando os sintomas começaram e tire fotos diárias para mostrar ao médico. Isso ajuda a diferenciar reação inflamatória normal de infecção ou extrusão do fio.
Peça avaliação com ultrassom quando houver dúvidas sobre a posição do fio ou presença de coleção. Um especialista em cirurgia plástica ou dermatologia deve revisar, especialmente se você já fez blefaroplastia, facelift ou SMAS.
Cuidados pós-procedimento e recomendações para evitar complicações futuras
Impeça movimento facial excessivo nas primeiras duas semanas; evite massagens, academia intensa e dormir de lado. Higienize a área conforme orientado para reduzir risco de infecção que pode levar à extrusão dos fios.
Aplique compressa fria nos primeiros dias para controlar hematoma e edema. Use anti-inflamatórios ou antibióticos apenas sob prescrição.
Mantenha consultas de acompanhamento regulares para monitorar produção de colágeno e integração dos fios. Se considerar preenchimentos dérmicos ou procedimentos como “fox eyes”, discuta intervalo seguro com seu médico para não sobrecarregar tecidos já sensíveis.
Opções de tratamento corretivo e alternativas seguras
Se o resultado ficou irregular, o médico pode optar por remoção parcial ou total dos fios. Esse procedimento é feito sob anestesia local.
Em casos de infecção, trate com antibiótico. Só retire o fio se não houver resposta.
Para corrigir volume e contorno, dá pra combinar a remoção dos fios com preenchimentos dérmicos. Técnicas cirúrgicas como facelift ou revisão de SMAS também entram como opção.
Na área ao redor dos olhos, é bom ter cautela, especialmente se o paciente já passou por blefaroplastia. Não dá pra ser descuidado nessas situações.
Quando possível, prefira alternativas não invasivas. Lasers, bioestimuladores de colágeno e preenchimentos minimizam o risco de novas falhas.
Peça sempre referências e histórico de resultados do profissional antes de refazer o procedimento. Isso evita surpresas desagradáveis.