Se o seu exame de sangue mostra eritrócitos alto, isso pode indicar desde desidratação até doenças que afetam a produção de glóbulos vermelhos. Saber o que está por trás desse aumento ajuda você a agir rápido e a conversar melhor com seu médico.

Ao longo do texto, você vai entender as causas mais comuns que elevam os eritrócitos, como problemas respiratórios, tabagismo, policitemia vera e fatores temporários como falta de água. Também vai ver quais sintomas acompanhar, como o diagnóstico é feito pelo hemograma e que opções de tratamento existem para reduzir riscos.
Principais Causas para Eritrócitos Alto
Aumentos nos eritrócitos podem vir de alterações na produção de hemácias ou de condições que reduzem o oxigênio no sangue. Algumas causas são doenças do sangue; outras são problemas respiratórios, cardíacos, hábitos como tabagismo ou mesmo falta de água no corpo.
Policitemia: Primária e Secundária
Policitemia vera é uma doença primária da medula óssea que aumenta a produção de eritrócitos sem causa externa. Você pode ter hematócritos e hemácias muito altos, além de sintomas como dor de cabeça, coceira após banho quente e risco aumentado de trombose.
O diagnóstico costuma envolver testes genéticos (JAK2) e exames de sangue para confirmar produção excessiva. Já a policitemia secundária ocorre quando outra condição estimula a produção de eritropoietina.
Doenças renais, tumores produtores de eritropoietina ou hipóxia crônica levam a mais hemácias. Tratar a causa subjacente — por exemplo, corrigir hipóxia ou remover um tumor — tende a reduzir os eritrócitos.
Relação com Doenças Pulmonares e Cardíacas
Doenças pulmonares crônicas, como DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica), reduzem a oxigenação do sangue. Seu corpo reage produzindo mais eritropoietina, o que aumenta a produção de hemácias para tentar levar mais oxigênio aos tecidos.
Esse mecanismo causa eritrocitose compensatória. Problemas cardiovasculares também podem levar a eritrócitos altos.
Cardiopatias congênitas com shunts ou insuficiência cardíaca crônica podem gerar hipóxia tecidual. Se você teve infarto ou tem doença coronariana avançada, o corpo pode aumentar eritrócitos.
Tratar a doença pulmonar ou cardíaca melhora a saturação e tende a normalizar os valores. Não é uma solução mágica, mas costuma ajudar bastante.
Impacto do Tabagismo, Desidratação e Uso de Substâncias
O tabagismo eleva o risco de eritrócitos altos por dois mecanismos: reduz a oxigenação por monóxido de carbono no sangue e causa inflamação crônica. Fumantes frequentemente apresentam hematócritos elevados; parar de fumar reduz esse estímulo.
A desidratação concentra o sangue e aumenta temporariamente a contagem de hemácias. Quando você reidrata, os valores geralmente retornam ao normal.
Certos estimulantes e esteróides anabólicos também aumentam a produção de eritrócitos. O uso de substâncias que elevam eritropoietina ou estimulam a medula pode causar eritrocitose artificial ou perigosa.
Sintomas, Diagnóstico e Tratamento
Eritrócitos altos podem causar sinais físicos claros e exigem exames específicos para descobrir a causa. O tratamento varia de medidas simples, como hidratação e parar de fumar, até procedimentos como flebotomia e acompanhamento com hematologista.
Sinais Clínicos e Sintomas Mais Frequentes
Você pode sentir fadiga, dores de cabeça e tontura quando os eritrócitos estão altos. Problemas de visão e sensação de rosto avermelhado ou palidez em casos variados também aparecem.
A falta de oxigenação te leva a produzir mais glóbulos vermelhos; isso causa cansaço e dificuldade para respirar em esforço. Em casos mais graves, há risco de trombose, que provoca dor localizada e inchaço.
Se tiver histórico de tabagismo, apneia do sono ou doenças cardíacas, o aumento de eritrócitos pode ser maior. Informe ao médico sintomas como dores de cabeça, visão turva ou episódios de tontura.
Exames Laboratoriais e Avaliação Médica
O diagnóstico começa com um hemograma completo. O hemograma mostra contagem de eritrócitos, valores de hematócrito e hemoglobina — itens-chave para identificar eritrocitose.
O médico pode pedir exames adicionais: testes de função renal, gasometria arterial e painel para vitamina B12. Em suspeita de causas malignas, como leucemia mieloide crônica, você pode precisar de exames de mielograma e testes genéticos.
Consulte um hematologista se os valores estiverem altos ou se houver sinais de doença crônica. Leve cópias dos seus exames de sangue e anote sintomas, uso de medicamentos e hábitos como fumar.
Abordagens Terapêuticas e Cuidados Essenciais
O tratamento depende da causa. Para desidratação, a correção hídrica costuma normalizar os valores.
Beba líquidos regularmente. Se o tabagismo contribui, parar de fumar pode ajudar a reduzir a produção excessiva de eritrócitos.
Em casos de policitemia vera ou risco de trombose, o hematologista pode indicar flebotomia para baixar o volume de sangue. Medicamentos anticoagulantes ou citotóxicos também podem ser necessários, dependendo da situação.
É importante monitorar os níveis de hemoglobina e hematócrito com exames de sangue frequentes. Avalie deficiência de vitamina B12 quando houver suspeita.
Siga as orientações do seu médico. Procure atendimento urgente se sentir dor intensa no peito, falta severa de ar ou sinais de trombose—não vale a pena arriscar.